segunda-feira, 7 de setembro de 2015

IBGE - ATLAS DAS REPRESENTAÇÕES LITERÁRIAS





BRÍGIDO IBANHES

CULTURA, DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA

CULTURA

Como escritor sul-matogrossense revela nas obras a magia das lendas nativas e o seu universo ecológico, o carisma dos mitos folclóricos e dos personagens da história regional. Pratica a literatura de preservação da natureza, da conscientização política e da evolução humana.

LIVROS PUBLICADOS:
  • Em Sidrolândia (MS), em 30.05.86, sob ameaças de morte, aconteceu o lançamento do meu primeiro livro: “SILVINO JACQUES, o Último dos Bandoleiros”, prefaciado pelo Presidente da Academia Sul-Matogrossense de Letras, sr. Antônio Lopes Lins. A obra relata as ações revolucionárias e os atropelos deste bandoleiro, afilhado de Getúlio Vargas, com enfoque especial na Revolução de 32 em Mato Grosso, até a sua morte pelo Delegado da captura, Orcírio dos Santos. O relato também enfoca a violência no campo, e como o latifúndio se utiliza dela para a posse das terras. O livro desagradou profundamente a elite ruralista do Estado, que, através de artifícios, conseguiu uma liminar judicial para que a obra fosse embargada e apreendida; de maneira truculenta os livros foram retirados das bancas e livrarias. Depois de seis anos de pendenga judicial o livro é liberado, por força do direito à liberdade de expressão, pelo Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul. Ao final de 1992 sou adotado pelo Pen Club International durante o 58º Congresso Mundial de Escritores, realizado no Rio de Janeiro, quando fui apadrinhado pelo escritor Antônio Olinto, Presidente da Academia Brasileira de Letras. O livro foi, pelo seu valor histórico e da literatura regionalista, indicado por duas vezes (2012, 2013) para o vestibular da UFGD. 6ª edição, independente, 2012, 296 p.
  • Em maio de 1989, durante a I Noite da Poesia realizada pela União Brasileira de Escritores, em Campo Grande (MS), foi lançado “CHE RU, o Pequeno Brasiguaio”, onde registro os costumes e os entreveros peculiares das fronteiras entre o Brasil e o Paraguai. Lembranças da infância e de outros tempos, retratadas numa linguagem simples e recheadas de informações sobre o guarani, a língua do cotidiano dessa região fronteiriça. 1ª edição independente, 88 p.
  • Em março de 1993 foi lançado, em Chapecó (SC), “A MORADA DO ARCO-ÍRIS – em Volta Grande o maior tesouro das Américas” que relata pesquisas realizadas pela equipe que coordenei, na região de Volta Grande, município de Caxambu do Sul (SC). Nas ruínas de pedras de uma antiga civilização pré-incaica foram encontradas peças de cristal lapidadas e tambetás guaranis. A descoberta das estruturas e os inusitados fenômenos presenciados por mim e por colonos da região, provocaram muita polêmica entre os estudiosos, principalmente quando o fato é divulgado pela TV Bandeirantes e pelo programa “Acontece” do SBT. Em novembro de 1994, as ruínas de Volta Grande são visitadas pela equipe da Dra. Eva Markova, da Rússia, que confirma a importância da descoberta, fato divulgado então pela RBS. Nesta obra também faço reflexões filosóficas sobre a evolução espiritual do ser humano no percurso histórico milenar e na expectativa de um novo Gênesis, após uma longa “volta grande” pelas estrelas. 2ª edição independente, 2006, 214 p.
  • Em 18.05.97, na I Feira Interamericana do Livro realizada em Curitiba (PR), foi lançado “KYVY MIRIM, a lenda do Pombero e do pé de tarumã”, livro infanto-juvenil, em parceria com a ilustradora Márcia Széliga. A obra, através da lenda da Mitologia Guarani, tem como objetivo despertar o interesse dos jovens pela vivência dos povos da floresta, na busca de se criar uma consciência ecológica. Em 10 e 11 de outubro de 1997, esta obra foi lançada em São Paulo (SP), na Livraria Horus. 1ª edição independente, 1997, 34 p.
  • ÉTICA NA POLÍTICA – entre o sonho e a realidade”, lançada em 15.12.2001 na Praça Antônio João, centro de Dourados (MS), com a participação da Academia de Danças Stylus Corps, a obra historia os fatos que precederam a fundação do Movimento de Moralização e Ética no Trato da Coisa Pública, denominado METRA, e suas atividades mais relevantes no combate à corrupção política. Experiências pessoais, perseguições, perdas e conquistas, a corrupção no Banco do Brasil, tudo isso escrito em estilo bem popular, entremeado por tiradas e momentos pitorescos. 1ª edição, independente, 2002, 164 p.
  • MARTÍ, sem a luz do teu olhar”, prefaciado pelo eminente Profº de Literatura Comparada, Dr Paulo Nolasco, foi lançado na Livraria Textus em 2007, com a apresentação do harpista Rafael Deboleto, romance que relata os problemas sociais das periferias e a violência contra a mulher; a que vem pela mão do homem e a que lhe agride pela genética. A discriminação racial, a degradação do meio ambiente, a criminalidade e a ação da Segurança Pública, bem como os relacionamentos amorosos conturbados em busca da felicidade. As belezas naturais da cidade de Dourados e sua classe média bem estruturada, com suas virtudes e mazelas. Um retrato do final da década de 1990 e do começo do terceiro milênio. O livro, por questões políticas, foi retirado das estantes das bibliotecas públicas escolares no início de 2015, gerando grande polêmica, e levando o autor a ingressar com uma ação na Justiça contra a censura à liberdade de expressão. 1ª edição, independente, 2007, 200 p.
  •  CHÃO DO APA – contos e memórias da fronteira”, foi lançado no recém restaurado Cine São Jose. A fronteira, um espaço multicultural, é um país singular, onde permanecem cristalizadas as lembranças da infância. A violência e as tradições transversais são as marcas da região. Mesmo com o processo de globalização não há como se ignorar as fronteiras, a geográfica, a social, a cultural etc., a não ser com um sentimento fraternal de povos irmãos. A Guerra do Paraguai deixou marcas indeléveis, que provam que o fratricídio não dá a vitória a ninguém. Resgate de fatos ocorridos desde a Grande Guerra até os dias atuais, é o que esta obra relata, numa linguagem tipicamente fronteiriça. O baile carapê, a Semana Caru, o Mata-Sete, as águas do Apa, tudo se entrelaça em suas páginas. 1ª edição, independente, 210 p.
  •  MARANGATU - Dois Mitos Guarani”, apresentado em junho de 2015 no 17º Salão da Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil, no Rio de Janeiro, relata as lendas de “Jasy Jatere, o filho da lua”, que deu origem, no folclore brasileiro ao Saci Pererê, e de “Kyvy Mirim, o curumim Pombero e o pé de tarumã”, que representa a alma guarani, com extraordinários poderes, que se move pelas emoções, se apaixona, morre por amor e, da terra, renasce como uma árvore. Em guarani, “Marangatu” significa “o Divino Sagrado”. O Cerro Marangatu localiza-se junto à Serra de Maracaju, no sudoeste do Estado do Mato Grosso do Sul, e que, conforme antiga profecia, no dia em que os guaranis forem expulsos dessa localidade, o mundo estará acabado. De fato, a resistência desse povo nesse local já rendeu um dos maiores mártires da luta pela preservação das tradicionais terras dos seus ancestrais, o líder indígena Marçal de Souza, morto na região do Piracuá. Literatura de valorização da cultura guarani. 1ª edição, Cortez Editora, 49 p.


PARTICIPAÇÕES EM ENTIDADES E EVENTOS CULTURAIS

  • Filiado à União Brasileira de Escritores (UBE) desde 01.11.89 e à Associação dos Novos Escritores (ANE) do MS desde 08.05.1991.
  • Membro-fundador da Academia Douradense de Letras (ADL) em 15.09.1991, e seu primeiro presidente eleito em 08.11.1992. Presidente eleito, em 14.09.2008, para o biênio 2009/2010; reeleito para o biênio 2011/2012, quando, em 03.10.2012, foi fundada a ADL-Jovem, uma academia juvenil para incentivar a leitura, a edição de livros de novos autores e a valorização da literatura regional.
  • Em 31.05.92 participa da Comissão que seleciona as melhores poesias no 1º recital “No Grito do Poeta a ECO-92” promovido pela JUV (Jovens Unidos Venceremos) no salão paroquial da igreja Nossa Senhora de Fátima, em Dourados (MS).
  • Em 06.06.92, em continuação ao evento acima, apresenta suas obras.
  • Participou da implantação da biblioteca no Sindicato dos Bancários de Dourados (MS) em junho de 1993.
  • Membro da Comissão Julgadora de Poesia e Declamação no V FEGANS no CTG Querência do Sul, em Dourados (MS), realizado de 15 a 18 de julho de 1993.
  • Participação no I Encontro Nacional de Poetas e Escritores realizado pela ABRAPES em Curitiba, em 12 de março de 1994.
  • Participação na I Tarde Cultural: Talentos da Terra, promovido pelo Centro Educacional da Fronteira (CEFRON) em Bela Vista (MS), em 25.11.1994.
  • Participação no Dia Cultural, promovido pelo Centro de Criatividade e Ensino (Grupo Sapequinhas), em 28 de outubro de 1995, no salão nobre da Igreja da Cabeceira Alegre, em Dourados (MS).
  • Participação, em 1995, junto com os demais membros da Academia Douradense de Letras, na Semana de Educação e Cultura das Faculdades Integradas de Fátima do Sul (FIFASUL), com palestra sobre suas obras e autógrafos.
  • Na mesa redonda “O Processo de Criação segundo os Escritores Douradenses”, no IV Ciclo de Literatura Comparada e Ensino de Literatura, promovida pelo Departamento de Comunicação e Expressão/DCO da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, no período de 21 a 25.10.96.
  • Participação, com a palestra sobre “A Censura na Literatura Histórica”, no IV Encontro Nacional de Poetas e Escritores, com o tema “A MÍDIA NO NOSSO MUNDO MODERNO” promovido pela Associação Brasileira de Poetas e Escritores - ABRAPES, em Foz do Iguaçu (PR), de 14 a 16.03.99.
  • Um dos idealizadores do I Fórum Cultural de Dourados, realizado em 25, 26 e 27 de junho de 1999 no Teatro Municipal e que ditou as diretrizes para a cultura local, considerando a eleição de um Governo Popular para o Estado.
  • Participação na 3ª Semana Social Brasileira promovida pela CNBB em Campo Grande, de 25 a 27 de junho de 1999, quando levantou a tese, aprovada  de que os povos nativos devem ser nominados pela sua etnia e não por uma política de dominação representada pelo termo “índio”.
  • Participação, com o lançamento do livro “Silvino Jacques, o Último dos Bandoleiros” no II Festival de Inverno de Bonito, em 2001, promovido em parceria com o Governo Popular do Mato Grosso do Sul.
  • Foi entrevistado, no Programa RODA VIVA, da TVE (TV Educativa Regional), na noite de 20.11.2003.
  • Idealizou, junto com artista Ilson Boca Venâncio, e foi criado, em 24.04.2003, a ProArte, uma associação para apoio aos produtores de arte da região, com o slogan: cultura é identidade; arte é trabalho.  
  • Presidiu, em nome da ProArte em 27.06.2003, a Audiência Pública solicitada pela associação à Câmara Municipal de Dourados, para se discutir as políticas públicas para a cultura no Município.
  • Realização, com produtor de arte Ilson Boca Venâncio, do II Fórum Cultural de Dourados, em 1º de Maio de 2004, quando fui eleito membro do Conselho Municipal de Cultura, que passou por uma reestruturação.
  • Membro do Conselho Municipal de Cultura de Dourados (MS) a partir de 31.05.2004. Reeleito em 27.04.2007, quando apresentou minuta para a criação do FIP - Fundo Municipal de Investimentos à Produção Artística e Cultural.
  • Mentor e fundador, em Bela Vista, através da Lei Municipal 1.271/2005 do Prefeito José Garibaldi Neto, em 01.07.2005, do Conselho Municipal de Cultura.
  • Coordenou, por força de Decreto Municipal, a I Conferência Municipal de Cultura, realizada, em 23.09.2005, no anfiteatro do 10º Regimento de Cavalaria Mecanizada.
  • Participação, como Delegado por Bela Vista (MS), da I Conferência Estadual de Cultura, realizada nos dias 25 e 26 de novembro de 2005, em Campo Grande (MS) pela Secretaria Estadual de Cultura.
  • Palestra aos estudantes do Colégio CEMA, em Bela Vista (MS), na noite da 1ª Feira do Livro em Bela Vista, em 18.11.2005, no salão nobre do Grêmio Recreativo Antônio João.
  • Palestra aos alunos do Curso de Turismo, nas Unidades Universitárias de Jardim e Dourados, dentro do Projeto de Ensino “Um breve olhar para a construção do Estado do Mato Grosso do Sul”, no anfiteatro da UEMS de Jardim (MS), em 12.04.2005 e no anfiteatro do Dourados Park Hotel em 20.09.2005.
  • Participação, como Delegado por Mato Grosso do Sul, da I Conferência Nacional de Cultura, realizada de 13 a 16 de dezembro de 2005 em Brasília (DF) pelo Ministério da Cultura.
  • Indicado como membro titular da Câmara Setorial do Livro, Leitura e Literatura pelo Fórum Estadual de Cultura, em 28.01.2006.
  • Participação como um dos palestrantes no I Encontro dos Conselhos Municipais de Cultura, realizado pela Secretaria de Cultura de Estado do Mato Grosso do Sul, em 26.04.2006 no Centro Cultural José Octávio Guizzo, em Campo Grande (MS).
  • Promoveu reunião dos produtores de arte com o Fórum Estadual de Cultura (FESC) em Dourados (MS), em 29 de abril de 2006, no recinto do Centro Cultural Guaraoby, quando foi discutida a importância dos fóruns municipais.
  • Palestrante e Coordenador da Mesa Temática sobre Ética e Cidadania – Teoria e Prática no XXIII Congresso Estadual dos Trabalhadores em Educação, promovida pela FETEMS em Paranaíba (MS), em 19.08.2006.
  • Membro da Secretaria-Executiva do Fórum Estadual de Cultura (FESC) eleito em 25.11.2006.
  • O Fórum Estadual de Cultura (FESC), em Assembleia Ordinária de 27.01.2007, indica o escritor para concorrer, através da Federação das Academias de Letras e Artes de Mato Grosso do Sul (FALA) ao Prêmio Nobel de Literatura, por conta da perseguição sofrida quando da edição do livro sobre o bandoleiro Silvino Jacques, e pelo atentado a bomba contra a liberdade de expressão de que também foi alvo.
  • Participou do IV Festival da América do Sul, com a apresentação das suas obras durante o Quebra Torto com Letras, em 17 de agosto de 2007, no auditório da Escola Estadual Julia Gonçalves Passarinho, em Corumbá (MS).
  • Em 02.09.2007, jurado em Laguna Carapã em concurso escolar de poesias.
  • Palestrante no I Fórum de Letras em Bela Vista, realizado pelo Curso de Letras, em outubro de 2007, no auditório do Cine São José.
  • Coordenador da “Banquinha da Leitura”, a partir de outubro de 2008, colocada em frente ao Tat Lanches, na Avenida Marcelino Pires, área central de Dourados, e que, por cerca de três anos, dialogou com a sociedade sobre o incentivo à leitura, edição de livros e valorização da literatura regional.
  • Promoveu e coordenou a reunião do Fórum Estadual de Cultural (Fesc) em Bela Vista (MS), em dezembro de 2008, no recinto do SAAE à margem do Rio Apa.
  • Participou da realização, em 05.12.2009, no Centro Cultural Guaraoby, do IV Fórum de Cultura de Dourados (MS), quando foi discutido e criado o Fórum Permanente de Cultura, que elegeu nos novos membros do Conselho de Cultura, de que fez parte.
  • Participou, em Brasília (DF), da Pré-Conferência do Livro, Leitura e Literatura, em preparação para a II Conferência Nacional da Cultura, realizada em 7, 8 e 9 de março de 2010, na Esplanada dos Três Poderes.
  • Participou, em 19 e 22.07.2010, da Comissão, na Câmara de Vereadores de Dourados, para a escolha dos contemplados pelo Prêmio Ildefonso Ribeiro, criado pelo Decreto Legislativo nº 656 de 22.06.2010.
  •  Participou da formação da mesa no Congresso de Línguas e Literaturas (COLITERAS), realizado em 16.11.2015, no Teatro Municipal, promovido pelo Curso de Letras Espanhol e Inglês, da UEMS de Dourados (MS).
·         Palestras em escolas sobre suas experiências como escritor e sobre suas obras.
·         Palestras nas escolas Delphos, Lumière e Imaculada Conceição, sobre o bandoleiro Silvino Jacques, para o vestibular da UFGD.


DIREITOS HUMANOS

  •  Em 1987, no cargo de Fiscal da Rural, levei ao conhecimento da Auditoria do Banco do Brasil e da Polícia Federal denúncias de favorecimentos irregulares a grupos políticos abastados, em prejuízo dos pequenos e médios agricultores, com verbas do Proagro e do programa do Fundec. Por conta das denúncias, perdi o cargo de fiscal após tentativa de cooptação através de promoção; tentativa de suborno dentro do recinto do Banco, e assédio para candidatura política a vereança; fui alvo de intensa perseguição, com tentativa de sequestro de familiar; fui transferido arbitrariamente para o Nordeste, após duas punições administrativas. Após identificar chefe de quadrilha que assaltou a agência de Santa Cruz do Capibaribe (PE) por duas vezes, retorno para o Mato Grosso do Sul, lotado no Cesec de Dourados.
  • Em 1992, como Delegado Sindical, e na defesa dos direitos humanos, relatei à Presidência do Banco do Brasil práticas de autoritarismo, de repressão política, trabalho escravo, aliciamento de estagiárias para deporem a favor do Banco na Justiça do Trabalho, dentro do Cesec de Dourados (MS), onde trabalhava. Essas denúncias causaram minha demissão em 04.10.93.
  • Em fevereiro de 2004 ocorreu o assédio moral para que eu participasse da Máfia da Arrematação, assim chamada um grupo formado por oficial de justiça, advogados e outros, que manipulavam processos de hasta pública de imóveis, que acabavam sendo arrematados pelo grupo por preços mínimos. Consultei o Ministério Público sobre o assédio e fui chamado ao Fórum para dar meu depoimento espontâneo, juntamente com dois delegados da Polícia Federal. A questão não envolvia só o grupo, mas disputa interna de juízes, o que me leva a crer que o Diretor do Foro abafou o caso, sendo que o oficial de justiça, punido à primeira hora, foi reintegrado e fiquei sofrendo ameaças desse oficial. Surgiu também um advogado que, por inimizade com um dos juízes, chegou em casa e, sob desculpa de tentar ajudar um cliente seu, me fez várias perguntas, e gravou a conversa. Pela sua insensatez, representei contra ele na OAB/MS, mais a título de correção.  



CIDADANIA

COORDENADOR DO MOVIMENTO METRA:
Idealizador e fundador, em 30 de outubro 1991 na sala de convenções do Alphonsus Hotel, do Movimento de Moralização e Ética no Trato da Coisa Pública (METRA), uma entidade legalizada que lutou democraticamente, ao longo de 10 anos, através da contestação pública, política e jurídica, contra a corrupção política e contra o desperdício do dinheiro público. O Metra tem participado também da luta contra as desigualdades sociais, inclusive como membro do Fórum Nacional de Cidadania e como Comitê da Ação da Cidadania, do Betinho. Em Dourados (MS), lutou, juntamente com o Movimento Popular das Mulheres e outras entidades, pela implantação do Hospital da Mulher, e por último apresentou o projeto social à ANABB (Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil) contra o desempregado, chamado Comunidade, Trabalho e Vida. Foi a entidade responsável em colocar no ar a primeira rádio comunitária, a FM Tererê.

Quais as atividades do Metra?
O Metra teve como uma das suas atividades a conscientização política do povo; para tal implantou “A Banquinha da Moralidade”, que funcionou por vários anos em frente ao Tat Lanches, na Av. Marcelino Pires, aos sábados de manhã quando a maior parte da população sai das suas casas. Nesse espaço era distribuído a “Cartilha do Cidadão”; são promovidos abaixo-assinados; encaminhadas as mensagens do movimento através da venda de camisetas, adesivos etc. No início as pessoas sentiam medo, devido ainda resquícios da ditadura, da ideia de combater a corrupção, mas, aos poucos, foi se tornando boa a receptividade da Banquinha pela população, que ali encontra um local de reflexão política, e muitas vezes de indignação. Na “Cartilha do Cidadão”, o Movimento mostrou alguns caminhos para se conquistar a verdadeira democracia e cidadania. Dentro do texto da cartilha há todo um roteiro para que o cidadão, que quer realmente votar consciente, possa separar o politiqueiro do político. O roteiro alerta para os projetos milagrosos, a manipulação das pesquisas em época de campanha, os cabos eleitorais pagos, os showmícios, os candidatos que fogem dos debates, o escandaloso uso do poder da imprensa etc.
           
O que é a Contestação Jurídica do Metra?
É a ação judicial, quando se busca no cumprimento da lei a regularização dos atos públicos. O Movimento Metra tem ajuizado, através do apoio profissional do Dr. Edivaldo Francisco Fernandes, várias Ações Populares e representações na Procuradoria da República e Ministério Público. O que não falta são irregularidades praticadas pelos governantes e legisladores, basta que se tenha um mínimo de conhecimento das nossas constituições, federal, estadual e municipal. O desperdício do dinheiro público em obras inacabadas, os superfaturamentos e as arbitrariedades saltam aos olhos do contribuinte, literalmente.
Um exemplo é o caso do ex-governador do Mato Grosso do Sul, Sr. Marcelo Miranda, que adquiriu um terreno de uma empreiteira e começou a construir ali uma escola. Como o terreno estava situado numa das áreas nobres da cidade os moradores adjacentes logo começaram a reclamar, pois alegavam que o colégio público iria desvalorizar seus imóveis. Resultado, o ex-governador deixou a obra nas fundações e repassou-a ao seu substituto, sr. Pedro Pedrossian. Foi liberada boa parte da verba para a construção do colégio, que ficou nos alicerces. O governador Pedro Pedrossian, omitindo a citação das fundações, conseguiu que a Assembléia Legislativa aprovasse a doação do terreno para a prefeitura de Dourados, para que ali ela construísse um parque destinado à classe média alta local. Para que o Parque dos Ipês, esse é o nome, fosse construído o prefeito de Dourados, sr. Humberto Teixeira, mandou que fossem dinamitadas as fundações do colégio no momento das comemorações do Tetra na Copa do Mundo, sob a alegação de que esses alicerces não teriam nenhuma serventia. Montanhas de concreto e ferragens foram retiradas, avaliadas em mais de trezentos mil reais. Somado esse prejuízo ao superfaturamento na compra do terreno, mais a despesa com o projeto da escola, o mau uso do dinheiro público ultrapassou um milhão de reais. A poucos metros do parque o poder público começou logo depois a construir o Teatro Municipal, sendo que algumas empresas haviam apresentado projeto para que os alicerces do colégio pudessem ser aproveitados para o teatro. O Movimento Metra entrou com uma Ação Popular contra o governador Marcelo Miranda, contra o governador Pedro Pedrossian, contra a empreiteira Nosde e contra o prefeito Humberto Teixeira, visando o ressarcimento pecuniário dos prejuízos causados aos cofres públicos pela má administração e pela corrupção, ao mesmo tempo em que acionou o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a própria Assembléia Legislativa para que façam as devidas investigações das irregularidades e o acompanhamento de todo o processo. Já se passaram quatro anos e ninguém foi punido, sequer responsabilizado, muito menos a ação prosperou.
O Metra mantém ainda Ações Populares contra o governador Pedro Pedrossian e o prefeito Humberto Teixeira por uso indevido de publicidade na televisão. Representou também junto ao Ministério Público contra este último, sr. Humberto Teixeira, para apuração de denúncias de corrupção praticadas por ele quando prefeito de Dourados (MS).

Histórico Cronológico das Atividades do Movimento METRA:
15.10.91 - Primeira matéria jornalística enfocando a criação do Movimento Metra.
18.10.91 - Divulgação do Movimento Metra em Campo Grande (MS).
31.10.91 - Fundação oficial do Movimento Metra, no Alphonsus Hotel em Dourados (MS).
14.03.92 - I Encontro de Cidadania, promovido pelo Metra na Faculdade Socigran, com a participação do juiz Edson Portes.
13.09.92 - Formação do Fórum da Cidadania  na Universidade Federal CEUD.
15.10.92 - Publicação no Diário oficial dos estatutos do Metra.
14.11.92 - O coordenador, Brígido Ibanhes, inicia a venda das camisetas do Metra para levantar fundos para preparar a primeira cartilha de conscientização política.
28.11.92 - O Metra lança sua primeira cartilha.
01.12.92 - CGC, registro oficial do Movimento.
23.01.93 - O Metra lança a Banquinha da Moralidade.
05.05.93 - O Metra participa de reivindicação, junto com o Movimento Popular das Mulheres, do Hospital da Mulher.
05.05.93 - O Metra deflagra campanha contra altos salários dos vereadores de Dourados (MS).
01.06.93 - A campanha contra os altos salários e seus resultados.
13.11.93 - Metra inicia campanha, através de abaixo-assinado, em apoio à CPI do Orçamento.
17.11.93 - Apelo do Pen Club International ao Ministro da Justiça e ao Presidente do Banco do Brasil para reavaliarem a demissão do Sr. Brígido Ibanhes.
22.01.94 - Matéria jornalística enfocando a corrupção dentro do Banco do Brasil.
03.02.94 - Contato com a ABONG em busca de recursos.
19.05.94 - The Danish Peace Foundation doa 500 USD.
10.08.94 - O Metra requer ao Tribunal de Contas do Estado informações sobre obra não concluída, a Câmara Municipal de Dourados, com o objetivo de impetrar uma Ação Popular no futuro.
09.11.94 - O Sr. Brígido Ibanhes divulga o Metra em Chapecó (SC).
09.11.94 - XminY doa f5000, correspondente a cerca de 2.200 reais, com que o Metra adquire uma pequena copiadora.
19.11.94 - Trabalho de conscientização política através do sorteio de camisetas.
07.01.95 - O Metra consegue suspender em juízo propaganda irregular, no sistema de palanque eletrônico, do Prefeito de Dourados (MS), sr. Humberto Teixeira.
17.01.95 - O Metra busca contato com a Consciência Argentina, mas não recebe resposta.
01.04.95 - Matéria do Metra no “Jornal da Cidadania”, do IBASE.
03.07.95 - MST convida o Metra para participar de Congresso. O Coordenador do Metra, Sr. Brígido Ibanhes, hospedou em sua casa a sem-terra Nina, premiada internacionalmente, até que ela se recuperasse dos dias que passou na prisão e preparou, juntamente com ela, um esboço para um livro sobre os fatos acontecidos na ocupação em Rio Brilhante (MS).
20.07.95 - Ação Popular do Metra contra o ex-Governador, sr. Pedro Pedrossian.
01.11.95 - Alunos da Universidade Federal fazem trabalho didático sobre o Metra.
23.01.96 - O Metra pôs no ar a primeira rádio comunitária da região da Grande Dourados, a FM Tererê, na tentativa democrática de passar informações claras à comunidade sobre a situação política e cultural da região. Em 23.01.96, no recinto do Sindicato dos Bancários, reuniram-se os interessados, que, após homologarem o Metra como representante legal da rádio, se mobilizaram para arrecadar fundos através do sistema de quotas, a fim de comprar o equipamento. Enquanto isso, Ronaldo Ferreira Ramos, Janes Estigarribia e Adão Ferreira Lopes se desdobravam em pintar, reformar e forrar uma pequena sala nos fundos da minha casa que serviria de estúdio. Em 02.03.96, às 9:28 horas, a FM entrou no ar, na frequência 107,9 Mhz, e logo passou a sofrer a repressão, patrocinada pela Abert e seus associados locais, que jamais permitiriam o funcionamento de uma emissora popular. Associamo-nos à Abraspem - Associação Brasileira das Pequenas Emissoras de Radiodifusão Comunitária. Fui nomeado Diretor-Geral pelo Conselho Deliberativo. Organizamos a diretoria, e os programas entraram no ar ao vivo e em caráter experimental. A FM Tererê foi lacrada pela primeira vez, pela fiscalização do Ministério das Comunicações, em 06.03.96. O Dr. Edivaldo Fernandes conseguiu uma liminar com o Juiz Federal Dr. Casem Mazloum, e voltamos ao ar em 1º de maio de 1996. A liminar foi cassada a pedido da União, respaldado pelo Ministério Público Federal, e em 19.07.96, foi novamente lacrado o transmissor. Em 27.01.97, através de documento lavrado em Cartório, transferimos todo o equipamento para o Conselho de Administração da FM Tererê, sob a coordenação do associado Válter Cauby Endres. A semente havia sido plantada.
28.01.96 - Divulgação do Movimento junto a Empório de Idéias de São Paulo (SP).
15.02.96 - Em reunião na Câmara Municipal de Dourados, coloquei a necessidade de editamos um jornal que fosse imparcial como a nossa luta. A proposta foi levada para discussão junto ao Comitê Regional de Defesa Popular, e assim nasceu o hebdomadário “O Brasileiro”, em fevereiro de 1996, com o competente registro na Biblioteca Nacional. Teve apenas duas edições.
22.06.96 - O Metra busca contato com o Instituto da Cidadania.
01.07.96 - O Instituto da Cidadania repassa ao Metra material sobre o “Programa de Combate à Corrupção”.
16.09.96 - O Metra recebe a “Cartilha Voto Cidadão” do Fórum de Ação da Cidadania, da qual faz parte como único representante a nível nacional fora do eixo Brasília-Rio-São Paulo.
19.09.96 - O Metra denúncia irregularidades no pleito eleitoral para prefeito e vereadores em Dourados (MS).
21.11.96 - O Metra cria a Placa “Vereador Destaque a Luta Contra a Corrupção Política”.
27.11.96 - O Metra aponta indícios de corrupção na administração do Prefeito Humberto Teixeira, e comunica o fato ao Ministério Público Estadual e a políticos.
14.12.96 - A Dra. Odila Lange, representando o Metra, faz a entrega da Placa “Vereador Destaque” ao Sr. Laerte Tetila (PT).
16.12.96 - O Metra publica “Nota de Repúdio” contra anistia fiscal do Executivo Municipal e divulga avaliação da péssima administração que se encerra, do Prefeito Humberto Teixeira.
22.12.96 - O Movimento formaliza denúncias contra Humberto Teixeira.
26.12.96 - O Ministério Público recebe as denúncias de corrupção levantadas pelo Metra.
01.01.97 - O Metra pede mais informações ao Senador Eduardo Suplicy sobre liberação de verbas pela União à Prefeitura de Dourados (MS).
15.02.97 - O Tribunal de Contas do Estado recebe as denúncias contra Humberto Teixeira.
04.03.97 - O Procurador-Geral de Justiça baixa Portaria autorizando a abertura do inquérito para apurar as denúncias de corrupção praticada pelo Sr. Humberto Teixeira.
07.03.97 - Contato com o Sr. José Dirceu, Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores.
13.03.97 - Começa a investigação, no Ministério Público, da administração do ex-Prefeito Humberto Teixeira.
11.02.98 – Lançamento do movimento “Comunidade, Trabalho e Vida” que visa preparar pessoas para o emprego ou trabalho nas suas comunidades.
02.04.98 – O Metra encaminha para a Promotora Lucienne Reis D´Ávila correspondência apontando irregularidades contábeis na administração do prefeito Humberto Teixeira.
06.04.98 – O coordenador do movimento vai a Campo Grande dar busca na cópia de dois cheques, na periciadora Intercoop.
29.04.99 - Desde o início da sua publicação, o Metra faz a distribuição do Jornal da Cidadania, editado pelo IBASE, seja nas ruas ou através de mala direta.
21.05.99 – O jornal “O Progresso” afirma em manchete: “Arquivado processo contra Humberto”.
16.09.02 – O coordenador faz greve de fome contra a demora de ações no Judiciário, com uma faixa onde constam os dizeres: “NO LIMITE DA DIGNIDADE”.
15.12.02 – Às 10 horas, no calçadão da Praça Antônio João, junto ao povo no sábado, ocorreu o lançamento do livro sobre o Metra: “ÉTICA NA POLÍTICA – entre o sonho e a realidade”.

Outras informações:
— O Movimento teve cerca de 300 associados cadastrados.
— Primeira Cartilha do Cidadão, tiragem 10.000 exemplares, distribuído na Banca da Moralidade a pessoas alfabetizadas e que demonstraram interesse pelo Movimento.
— Segunda Cartilha, tiragem 10.000 exemplares.
— Terceira cartilha, tiragem 2.000, e através de fotocópias.
— Panfleto sobre o Metra, tiragem 10.000, em processo de distribuição.
— Panfleto contestando a independência, distribuído pelo Metra durante a parada do dia 7 de setembro de 1995.
— Adesivo com mensagem do Metra e foto da Banca da Moralidade.
— O Sr. Brígido Ibanhes distribui cartilhas em Porto Alegre, nas eleições de 1994.
— O coordenador coloca faixa em via pública.
— Adesivo do Metra e foto de faixa com protesto do Metra em local onde o Governo Estadual começou a construir uma escola, que depois foi dinamitada para construção de um parque de lazer.
— Proposta do Mercadinho Popular, dentro do projeto Comunidade Trabalho e Vida.
— Projeto de um jornal no sistema de cooperativa, pois na região quase não nos é permitido acesso aos meios de comunicação.
— Projeto da FM Educativa Comunitária.

O ATENTADO
Na noite de 14 de maio de 2006, domingo Dia das Mães, foi jogada uma bomba incendiária na sala onde a minha esposa, Elisângela dos Santos de Souza, e eu assistíamos ao Fantástico, que transmitia, naquele momento, os assassinatos de agentes da segurança pelo PCC, em São Paulo, e as rebeliões nas penitenciárias, inclusive em Dourados (MS). O ato de terror incendiou a sala, causando graves queimaduras em suas mãos e nos meus pés, que nos custaram anos de restabelecimento, nunca totalmente curados e que deixaram sequelas profundas, psicológicas, e em nossas vidas. A motivação foi um artigo publicado em que trato da corrupção promovida por grupos ruralistas no Proagro e Fundec. Foi aberto inquérito policial que, após anos de inércia, foi determinado seu arquivamento pelo fato de eu ter representado contra o Promotor no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).


Fiz do sonho minha espada
da ternura, meu escudo
e do tempo, a cura...


2 comentários:

  1. Por amor à inteligência exorto a todos que o leiam, principalmente aos jovens que não se curvam diante das ideias que tentam sabotar ideais de uma sociedade mais justa.
    Elias Borges-cientista social

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  2. achei sua historia fantástica , sou morador de caxambu do sul. tenho uma ligação muito grande com essa historia pois o meu tiu erra e ainda e dono real das terras, tenho pistas que podem levar a nos encomtrar o local do verdadeiro tesouro, meu nome e Irineu Miranda neto .fone:999476498 33260065

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